Casarão da Remonta - Ipiabas RJ


Um dos pontos obscuros da história de Ipiabas refere-se à exata origem da construção conhecida como remonta. Sabe-se, ao certo, que foi erigido em 1874, porém, ignora-se quem o mandou construir e com que propósito. Sua finalidade posterior está dividida entre várias hipóteses. Uma delas – e a mais provável – é que teria sido uma parada de tropeiros que, pela estrada Presidente Pedreira, faziam o transporte de café. Um dos seus antigos donos cedeu o imóvel ao Governo Imperial, tendo sido, ali, instalado, um Posto de Fiscalização de mercadorias procedentes de Minas e Goiás, com destino ao Rio. Com o advento da República, em 1889, o imóvel teria sido confiscado, face ao não pagamento de impostos por antigos proprietários. Mais adiante, foi doado pelo Dr. Vitório da Costa ao Exército que, instalou uma remonta, através do Ofício nº 137, em 4 de fevereiro de 1930, conforme Boletim daquele órgão, de nº 579/ 1930 e que transformara o antigo imóvel em uma parada para repouso de tropas – daí o nome “Depósito de Remonta”. Um de seus comandantes foi o Coronel Plínio Freire de Moraes que fundara o Tiro de Guerra Duque de Caxias, de Barra do Piraí, em 1909. Pelo aviso de nº 898, passou a ser Depósito de Reprodutores de São Paulo, a partir de 20 de dezembro de 1938. Anos mais tarde, o cidadão Simão Dain adquiria o imóvel, tendo, algum tempo depois, doado para a Mitra Diocesana que o vendeu para o Dr. Hugo Cunha Carvalho. A partir de 9 de dezembro de 1970, passou a ser propriedade do cidadão Antônio Carlos Rodrigues Moreira, que o negociou com o atual proprietário Edézio Quintal de Oliveira, em 19 de dezembro de 2000.

(Informações baseadas em relato de Antônio Carlos Rodrigues Moreira e em pesquisa de Sérgio Ferreira de Albuquerque, no Arquivo do Exército, Ministério da Defesa – RJ)

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