Igreja Matriz de Nossa Senhora do Montserrat - Baependi MG


Construção de 1754, é uma mistura de diversos estilos arquitetônicos como o barroco (trabalho em talha do transepto da nave central), o Luiz XV (altar-mór), o rococó (altares laterais) e o neo-clássico. Os trabalho de entalhe do retábulo do altar mor, assim como outros melhoramentos foram executados no paroquiato de Domingos Rodriguez Affonso (1795 a 1832). Nessa mesma época, os artistas Natividade, encanador, dourador e pintor de São João Dei Rei, e o entalhador de Suassui, Macedo, executaram trabalhos no interior. Em 1848 houve novas modificações na Igreja Matriz, durante o paroquiato do Padre Custódio de Oliveira Monte Raso que transformou a antiga sacristia na Capela do Santíssimo Sacramento, dotando-o de estilo rococó. Em 1855 o Padre Marcos reiniciou as obras com a pedra da galeria e torre, lado epístola. Na fachada foi feita: a soleira da porta principal, a pedra da coluna do peristilo, lado epístola, o medalhão em mármore branco, cujo esculpido representa a Maternidade. Depois vieram o frontispício, duas estátuas igualmente de mármore branco de São José e a de São João Evangelista. O altar-mor foi dourado no paroquiato do Cônego Joaquim Gomes Carmo, em 1862. Essa obra foi possível graças à doação recebida da Beata Francisca de Paula de Jesus, “Nhá Chica". Em 1870, assume a paróquia Marcos Pereira Gomes Nogueira. De grande talento, realiza obras arquitetônicas e decorativas na Igreja Matriz. Foi sendo edificada e decorada paulatinamente ao longo dos anos, absorvendo as transformações da concepção estética e arquitetônica dominante da época. Monsenhor Marcos, exímio escultor, acrescentou no transepto dois retábulos, portadas e o forro em abóbada circular. Dos trabalhos realizados pelo Monsenhor esse representa o de maior envergadura e originalidade, tendo conhecimento das técnicas de entalhe, ao gosto neoclássico, com motivos fitomorfos, buscando na flora local a inspiração para a escolha dos motivos: folhas de acá, bananeira, unha-de-boi, cachos de uvas, de gravatás, folhas de fumo, enfatiza a auto-afirmação das riquezas regionais. Esta característica confere à Igreja Matriz de Baependi, um estilo “sui generis” que a fazem única no gênero em todo o Brasil, conservando intacta a genial concepção de arte genuinamente brasileira. A conclusão de seu projeto arquitetônico- o forro da nave, os confessionários e algumas pinturas trabalhos foram executados durante a vigência do paroquiato do vigário Cuniberto Maria Hantz (19I3-19I7). O atual telhão (1923) foi construído no paroquiato do vigário Henrique Ambrósio Mayer (1926-1939).0 piso da sacristia (ladrilhamento hidráulico) e as torres foram incorporadas em 1924 a pedido da comunidade que queria ver concluído o projeto original de Monsenhor Marcos. Foi tombada em 1998 pelo Patrimônio Histórico e Artístico.

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