Fazenda Feliz Remanso - Barra do Piraí RJ


Lucas Antônio Monteiro de Barros e Cecília Gonçalves de Moraes casaram-se em 1834, ele, filho do visconde de Congonhas do Campo, ela, filha dos barões de Piraí. Através de dote de casamento, Lucas recebeu do sogro uma sesmaria de meia-légua em quadra localizada às margens do Rio Paraíba do Sul, onde fundaram a importante Fazenda Três Poços. Com o tempo, devido ao grande desenvolvimento da lavoura cafeeira, Lucas criou em suas terras mais duas unidades de produção de café, as fazendas do Brandão e Volta Redonda. Por volta de 1845, adquiriu, em leilão em praça pública, a Fazenda Feliz Remanso, do espólio do falecido José Tomás da Silva, conforme declarou em 1856, quando a registrou no censo de terras de 1850. Inicialmente, Feliz Remanso, funcionava como fazenda “satélite” ou “de trabalho”, como alguns especialistas preferem denominar, ligada à fazenda principal, Três Poços. Por ocasião da morte do comendador Lucas Antônio Monteiro de Barros, ocorrida em 10 de março de 1862, a Fazenda Feliz Remanso foi herdada pelos dois filhos do casal, Maria Rita e Lucas Antônio. Este adquiriu a parte da irmã e tornou-se o único proprietário. A fazenda atravessou o século XX em poder dos Monteiro de Barros, sendo uma das poucas fazendas históricas existentes no Vale do Paraíba Fluminense que permaneceu nas mãos da mesma família desde a sua fundação, na primeira metade do século XIX.
Não está aberta à visitação.

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