Bananal SP

“Em fins do século XVIII, José de Aguiar Toledo e Maria do Espírito Santo Ribeiro Valim foram residir no bairro do Retiro, em Bananal, iniciando a cultura e fabricação do anil, riqueza da época, depois suplantada pelo café. Aderiram, então, já na primeira década do século XIX à cultura do café e, adquirindo a fazenda Bahia, formaram vasta sementeira de cafeeiros, onde vinham abastecer os fazendeiros que abriam novas plantações na região. As mudas iniciais foram obtidas em Resende, oriundas dos muitos grãos da rubiácea que frades trouxeram do Rio de Janeiro”. Nice Lecocq Müller
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De acordo com o escritor Daniel Pedro Müller, em 1836, Bananal contava com 6708 habitantes, e possuía os seguintes estabelecimentos agrícolas: 82 fazendas de café, 8 engenhos de açúcar, 12 destilarias de aguardente e 1 engenho de serrar. Além do café, Bananal produzia açúcar, arroz, feijão e milho; e havia também a criação de porcos e de gado.
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Em 1886, Bananal possuía 100 estabelecimentos comerciais, a saber: 41 lojas de molhados e gêneros da terra, 14 casas de ferragens, três farmácias, 26 oficinas, duas padarias, duas charutarias, um bilhar, sete açougues, dois botequins e dois hotéis.
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Por aproximadamente dois meses, de 18 de junho à 29 de agosto de 1842, os municípios de Bananal, Areias, Cunha, Queluz, Silveiras, Lorena e Guaratinguetá, foram anexados à Província do Rio de Janeiro, por decreto do governo Imperial. O fato aconteceu durante a Revolução Liberal de 1842.
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De acordo com a Enciclopédia dos municípios brasileiros: “No ano de 1852, a Câmara Municipal endereçou à Assembléia um pedido de incorporação de Bananal à Província do Rio de Janeiro, o que foi negado, devido ao grande valor do Município para a Província Paulista”.

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