Joaquim José de Souza Breves - "Rei do Café"

Joaquim José de Souza Breves, nasceu em 1804, na fazenda Manga Larga em Piraí RJ, e faleceu em 1889, na fazenda de São Joaquim da Grama em Rio Claro RJ. Foi casado com sua sobrinha Maria Isabel de Moraes Breves, filha do Barão de Piraí, José Gonçalves de Moraes e de Cecília Pimenta de Almeida Frazão de Souza Breves. O Comendador e sua mulher Maria Isabel, tiveram 8 filhos. Em 15 de agosto de 1822 em São João Marcos, incorporou-se à comitiva regencial, como Guarda de Honra de D. Pedro, indo a São Paulo e Santos, na volta assistiu o grito da independência, no Ipiranga. Dos presentes que presenciaram esse fato histórico, o Comendador foi o último a falecer. Foi membro da Guarda Nacional e Comendador da Ordem da Rosa, e a partir daí ficou conhecido como "Comendador Breves". Chegou a possuir setenta propriedades, construindo um império econômico, onde reinava sem coroa, em prol do desenvolvimento do Brasil. Além de suas inúmeras fazendas, onde empregava mais de seis mil escravos, o Comendador possuía também uma enorme chácara no Rio, em frente à Quinta da Boa Vista. Possuía em Mangaratiba, armazéns, um pequeno porto para embarque e desembarque do que importava e exportava, além de residência e chácaras, dispunha até de um teatro para divertimento seu, da família e amigos. O Comendador também influenciou, e muito, na política local e nacional. Foi, por vários mandatos, presidente da Câmara de São João do Príncipe. Foi eleito e reeleito várias vezes juiz de paz e vereador. Foi suplente de deputado à Assembléia Legislativa da província do Rio de Janeiro e depois, deputado, de 1846-1847 e de 1848-1849, além de manter uma estreita relação com os círculos do poder monárquico. A riqueza do Comendador Breves estava toda investida em escravos, fazendas e algumas propriedades na Corte, no Rio de Janeiro. Eram essas as suas fontes de riquezas, mas também o seu ponto vulnerável, pois o fim da escravidão levaria à completa desarticulação da reprodução de sua fortuna. Breves era, sem dúvida, um excelente empresário, mas ligado exclusivamente ao café. Com a abolição, as principais fazendas se despovoaram e os ex-escravos saíram em massa para tentar a sorte em outros lugares. De 250 mil arrobas de café, em 1887, Breves passou a produzir cerca de 30 mil, em 1889. Era o fim do poderoso comendador. O Comendador morria em 30 de setembro de 1889, mais de um ano após a libertação dos escravos no Brasil, na Fazenda de São Joaquim da Grama, em Rio Claro. Foi enterrado, na pequena capela que ele mesmo mandara edificar perto do solar da fazenda. No seu testamento, ele exigia um enterro o mais simples possível, proibindo galões dourados ou de prata no caixão. Foi sepultado com a mesma roupa preta com que sempre andava. Em 1962, os restos mortais de Breves e sua esposa, foram retirados da antiga capela, que hoje está em ruínas, e levados para o cemitério de Barra do Piraí. Com sua morte, a viúva Maria Isabel e seus filhos hipotecaram vários bens, que com o passar dos anos foram executados. Outros herdeiros foram vendendo o que restou, e outros abandonando as terras.
Fazenda de São Joaquim da Grama

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