O ciclo do Café nas fazendas

Fazenda Cachoeira Grande - Rio das Flores RJ, foi completamente demolida na década de 1980 para construção de um posto de gasolina.
Os escravos partem para a plantação de café com as cestas para a colheita.
Após a colheita do café, os grãos eram colocados em um tanque para a retirada das impurezas. Depois da lavagem preliminar, passavam para os despolpadores dos grãos de café. Então eram transferidos para um novo tanque, onde a água mantinha-se em constante movimento, para a eliminação dos restos da polpa. Em seguida, iniciava-se o processo de secagem, as sementes eram depositadas em um terreiro cimentado (nas grandes fazendas) ou de terra, e ficavam expostas ao sol durante vários dias.
Após o café ficar seco, era necessário pilá-lo, ou seja, remover o segundo invólucro ou película. Nesse processo usava-se, inicialmente, pilões de madeira movidos por um animal, queda d'água e, posteriormente, motores. Com os grãos já soltos e lisos, eram armazenados em tulhas, galpões limpos e arejados, logo após o produto estava pronto para ser ensacado e transportado.

No início do século XIX, o café era transportado das fazendas em carros de bois ou no lombo das mulas e percorria um longo caminho até chegar aos portos. Devido ao aumento da produção do café foram construídas linhas férreas para o transporte do produto.
Na segunda metade do século XIX, o café passou a ser transportado pela estrada de ferro Dom Pedro II. Baronesa era o nome da primeira locomotiva do Brasil, inaugurada em 1854.
Quando o café chegava ao porto havia um intermediário, chamado Comissário, que articulava a venda da produção. Toda a exportação era feita por empresários ingleses e americanos. Na volta dessas viagens, os navios traziam ferramentas, escravos e mantimentos como bacalhau, charque e toucinho. Com a exportação cada vez maior, a riqueza chegou para as fazendas dos Barões do Café, e móveis, porcelanas, cristais, e utensílios de luxo, eram também importados da Europa.
Imagens fotográfica:
• Arquivo Central do IPHAN.
• Instituto Moreira Salles - IMS.
• Coleção Gilberto Ferrez

3 comentários:

Bananal, my history, my city, my life. disse...

Nikson,
Incríveis as imagens do arquivo. Fiquei curiosa com a foto da fazenda de Rio das Flores que foi demolida na década de 1980 para a construção de um posto. Percebi a torre da igreja no fundo, mas não me recordo de nada. Cresci na Fazenda Cachoeira Alegre em Porto das Flores Belmiro Braga- MG). Vou enviar um envelope pelo Eduardo Aguiar, OK? Tudo de bom.
Roberta

LariNha disse...

Amei serviu um pouco para meu trabalho da escola qe VALE 10,0 pts ahhh !

Prof. Adinalzir disse...

Esse blog é demais. Como estou aprendendo por aqui. Excelente o texto!