Fazenda da Cachoeira - Valença RJ

Localizada à 6km do distrito de Santa Isabel do Rio Preto, a sede da fazenda, avistada entre arvoredos e extenso vale, em meio às montanhas da Serra do Rio Bonito, teve seu complexo cafeeiro construído na primeira metade do século XIX, mas até 1860, teria funcionado apenas como “fazenda de trabalho”, e não como unidade principal, nesta época a fazenda foi adquirida pelo Major da Guarda Nacional e Comendador da Ordem da Rosa, Antônio Leite Pinto. Após a morte do Major Antônio Leite Pinto, ocorrida em 1863, seu filho herdeiro, de igual nome, a quem coube a fazenda, teria melhorado e ampliado as instalações da propriedade em 1868. Segundo dados colhidos no inventário post mortem do Major Antônio Leite Pinto, a Fazenda possuía, no ano de 1863, uma área de terras constituída de meia sesmaria, ou seja, pouco mais que 100 alqueires geométricos de terras; 26 mil pés de café de diversas idades; “uma casa de vivenda arruinada com sete lances”; um engenho de socar café; oito lances de senzalas novas; um moinho de fubá; um paiol com dois lances; uma ceva de porcos nova; uma casa de tropas e uma casa velha servindo de tulha e senzala. Para os padrões da época, esta fazenda era considerada uma propriedade de pequeno porte. Mas durante a administração do filho do Major Antônio, a Cachoeira se tornaria uma próspera e importante fazenda de café da região da Freguesia da Santa Isabel do Rio Preto. A fazenda era atendida pela importante estrada Presidente Pedreira, que passava a poucos metros de sua sede. Esta importante via de acesso era mais uma das diversas estradas que ligava a Corte do Rio de Janeiro ao Sul de Minas, via Vale do Paraíba. Foi assim durante grande parte do século XIX até a construção da Estrada de Ferro Santa Isabel do Rio Preto, que pretendia ligar a estação de Barra do Piraí (Estrada de Ferro D. Pedro II) à Freguesia da Santa Isabel do Rio Preto. Passada a abolição da escravatura, Coronel “Tânico”, como era conhecido o filho do Major Antônio, passou a investir na criação de gado em sua fazenda, após tentativas infrutíferas de outras culturas. Na partilha dos bens, após a morte do Coronel “Tânico”, ocorrida em 1917, a Fazenda da Cachoeira foi herdada por seu filho, Floriano Sobral Leite Pinto. Floriano Sobral foi advogado, tabelião do Cartório do 2º ofício e procurador da Irmandade da Santa Casa de Valença, em 1938. Foi presidente da Câmara Municipal de Vereadores entre 1947 e 1950; fundador da Academia Valenciana de Letras, em 1949 e vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Valença em 1950. Depois de sua morte a fazenda passou a seu filho Edgard Sobral Leite Pinto, que foi o último membro da família Leite Pinto na história da propriedade.

4 comentários:

Anônimo disse...

Preciso de informações de um proprietário do século XIX.
Como posso encontrar inventários dos fazendeiros de Valença?
Obrigado
Leandro Braga
leandrobrandrade@yahoo.com.br

Renato Leite Pinto disse...

Gostaria de saber se é possível um contato com os atuais proprietários da Faz. da Cachoeira .
Tenho umas fotos antigas dela, gostaria de passar p/ eles.
Obrigado
Renato

Anônimo disse...

Renato Leite Pinto,

Talvez sejamos parentes. Sou neto
de Elisa Leite Pinto von Kruger.
Meu email para contato é svkruger
arroba gmail dot com.
Grato.

Sergio

Josemar Leite disse...

Olá Sou Josemar Leite Pinto, filho de José Floriano Leite Pinto e neto de Ignêz Leite Pinto e Mario Leite Pinto...

É muito bom saber um pouco mais da história da minha família