Fazenda Chacrinha - Valença RJ

Manoel Pereira de Souza Barros adquiriu duas sesmarias de Joaquim José dos Santos em meados da década de 1840, mas levou algum tempo para estabelecer-se definitivamente com a família nas terras. Durante as décadas de 1850 e 1860, o capitão Souza Barros desenvolveu suas fazendas com lavoura de café. Residindo na Fazenda Campo Alegre, entretanto, não abandonou Chacrinha. Nesta última, que já possuía casa de morada e engenhos construídos por Santos em princípios do século XIX, Souza Barros mantinha engenho de cana, para a produção de aguardente e açúcar, gêneros ainda importantes, inclusive como moeda de troca. A Fazenda Chacrinha foi reservada ao seu filho homônimo, que substituiu uma modesta casa de vivenda construída por Santos. A atual sede da Fazenda Chacrinha começou a ser edificada no final da década de 1860 e foi concluída em 1881, mesmo ano que Manoel Pereira de Souza Barros é agraciado com o título de barão de Vista Alegre, coroando o auge de sua ascensão social. O barão herdou do pai 234 escravos e sabe-se que este número aumentou tempos depois. A abolição coincidiu com o mês de café maduro, por isso uma corrida contra o tempo surgiu para muitos fazendeiros. A safra de 1888 estava completamente comprometida, já que muitos haviam vendido o café no pé. Houve uma corrida aos bancos e casas comissárias. Com a perspectiva de perder tudo que havia conquistado e com a saúde abalada por complicações cardíacas o Barão de Vista Alegre falecia em 1891, com 42 anos de idade. A Fazenda Chacrinha que, estava hipotecada, foi arrematada pelos Esteves Irmãos e Cia., e sem sabermos do real motivo da dissolução do patrimônio rural dos Esteves, a fazenda foi novamente a leilão pelo Banco do Brasil, em 1901. A Chacrinha foi administrada por vários proprietários ao longo dos anos, passando apenas por uma grande restauração, que foi concluída em 1987. Atualmente a fazenda está em excelente estado de conservação, e tem como vocação econômica, a criação de gado da raça nelore e girolando para corte e leite, além da produção da aguardente ‘Chacrinha’. A fazenda abre suas portas anualmente para os concertos do Festival Vale do Café, e recebe visitas guiada, com reserva antecipada.
Tel: (21) 2262-8685 - Fax: (21) 2240-5458 ou (24) 2453-4661

4 comentários:

Bárbara Simone Duque Reol disse...

Qual o preço para conhecer a fazenda?

Bárbara Simone Duque Reol disse...

Qual os dias e horários?

Bárbara Simone Duque Reol disse...

Qual os dias e horários?

Bárbara Simone Duque Reol disse...

Qual o preço para conhecer a fazenda?