Fazenda Bocaina - Barra Mansa RJ

A Fazenda Bocaina foi uma das mais importantes propriedades do ciclo do café da região, originada em consequência da expansão da ocupação humana feita pelos fazendeiros do café que povoaram Bananal SP, ainda no século XVIII, ao longo do “Caminho Novo” e proximidades, que culminou com a ascensão de toda região, em especial do distrito de Rialto. Com a sede a menos de 1km da divisa, a propriedade é composta por terras nos dois estados, Rio de Janeiro (Rialto - Barra Mansa) e São Paulo (Bananal). O primeiro proprietário da Bocaina foi o tenente Domiciano de Oliveira Arruda, nas primeiras décadas do século XIX, o nono dos 13 filhos do capitão-mor Braz de Oliveira Arruda e Alda Maria Florinda Nogueira. Naquela época faziam parte da Bocaina as fazendas Caieira, Independência e da Cruz. A Bocaina em tudo era uma grande fazenda. Além das enormes safras de café que produzia, a ponto de às vezes ter, para as respectivas secagens, que improvisar terreiros anexos aos vastos existentes, cultivava grande quantidade de cereais e mantimentos. Fora a referida produção agrícola havia também a zootécnica, com grande criação de gado bovino, suíno, ovino e equino. Entre os anos 70/80, em suas instalações funcionou uma escola que alfabetizava alunos da fazenda e da região. Além da criação de gado de corte, a Bocaina hoje foi transformada em espaço para cultura e lazer, muito procurado pelos turistas que visitam a região. Aliando a qualidade no atendimento básico de hotel fazenda os proprietários mantém as características rurais da propriedade como a casa grande, a senzala, o engenho e outros. Atende ainda o turismo pedagógico, cultural e de eventos, onde é oferecida orientação histórica sobre o ciclo do café, visita guiada pelas dependências arquitetônicas, culturais e históricas que estão bem preservadas, além do agroturismo e do turismo ecológico.
Telefones: (24) 3322-5974 (24) 9816-637

3 comentários:

Michel Schanuel Girardi disse...

Demorou mas enfim conseguiu fotografar a fazenda hein? A foto está simplesmente linda! Parabéns!

Anônimo disse...

No século passado foi propriedade de Domiciano de Oliveira Arruda filho do Capitão Mor Brás de Oliveira Arruda e Alda Maria Florinda Nogueira, filha do Capitão Hilário. Passou a Dr. Feliciano Barbosa da Silva Decoupé. Vendida junto a outras propriedades a Manoel de Aguiar Vallim, por 500:000$00 (quinhentos contos de réis) adiantados por sua sogra D. Maria Joaquina Sampaio de Almeida. Em 1872 a “Folha de Matrícula” acusava o montante de 226 escravos. Hoje encontra-se inteiramente restaurada

Anônimo disse...

Será qme dizer sobre que Capitão Hilário vc se refere?